“A vida do artista nasce quase já sem vista, no centro de uma pista sem querer. E assim vai se passando. Ora rindo, ora chorando. Sem ter pátria nem lar que lhe possa consolar, sem poder deixar guardada uma dor que fere o fundo. E há no mundo quem diz, que a vida do artista é alegre e bem feliz, porque não sabe adivinhar, que o artista está sorrindo com vontade de chorar”.
História: Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase 5.000 anos em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Desde então, o circo passou por diversas mudanças, antes que chegasse ao formato que conhecemos hoje. Na verdade, a primeira vez que um espetáculo ficou conhecido como o que chamamos de “circo” hoje aconteceu quando Charles Hughes, rival de Astley, fundou o Royal Circus, em 1782. Hughes ampliou a representação teatral em forma de pantomima, um gênero que não utilizava palavras faladas, mas gestos e trilha sonora. A essa altura, a idéia foi se expandindo pelo mundo, até chegar ao Brasil em 1830, onde o circo moderno encontrou ambiente bastante favorável. Os ciganos que aqui moravam já faziam números de rua, com doma de ursos, ilusionismo e acrobacias sobre cavalos. Por serem bons artistas e exímios ferramenteiros, muitos deles passaram a integrar os grandes grupos circenses.
Porém, hoje, a inocência foi perdida. A piada do palhaço já é conhecida, os contorcionistas ganham aplausos desanimados e os trapezistas são desmerecidos por não serem tão bons quanto os do Cirque du Soleil. O circo popular brasileiro aguarda silenciosamente por sua morte, se embrenhando cada vez mais nas periferias das cidades e nos cantos escuros do país.
Proposta: Embora hoje só tenham destaque os circos de grande porte – como o já citado Cirque du Soleil –, ainda há os pequenos circos, que não conseguiram se "modernizar", mas que resistem, fazendo apresentações nas pequenas cidades do interior e bairros da periferia das grandes cidades. Nesses circos, com pequenas estruturas, as famílias ainda trabalham como antigamente, fazendo de tudo. Os espetáculos são simples. São raras as apresentações com animais, que custam caro, ou com equipamentos grandes e sofisticados. Esses pequenos circos, ainda com sentimentalismo e, certamente, um pouco de saudosismo, continuam no picadeiro, com a certeza de que fazer sorrir ainda é o melhor remédio pra não deixar a tradição acabar.
E a idéia inicial é justamente essa: filmar um dia comum em um circo popular (para não dizer em um pobre), desde quando os artistas acordam até a hora do espetáculo. Ver essa transformação de pessoa comum para um artista. Mostrar as dificuldades de manter um circo em funcionamento no século XXI; como está a situação do circo brasileiro; como é viver da arte. Além disso, filmar a platéia, a cidade – como aquelas pessoas se sentem tocadas? Quais são suas impressões? Ou até mesmo por que foram ao circo?
História: Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase 5.000 anos em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Desde então, o circo passou por diversas mudanças, antes que chegasse ao formato que conhecemos hoje. Na verdade, a primeira vez que um espetáculo ficou conhecido como o que chamamos de “circo” hoje aconteceu quando Charles Hughes, rival de Astley, fundou o Royal Circus, em 1782. Hughes ampliou a representação teatral em forma de pantomima, um gênero que não utilizava palavras faladas, mas gestos e trilha sonora. A essa altura, a idéia foi se expandindo pelo mundo, até chegar ao Brasil em 1830, onde o circo moderno encontrou ambiente bastante favorável. Os ciganos que aqui moravam já faziam números de rua, com doma de ursos, ilusionismo e acrobacias sobre cavalos. Por serem bons artistas e exímios ferramenteiros, muitos deles passaram a integrar os grandes grupos circenses.
Porém, hoje, a inocência foi perdida. A piada do palhaço já é conhecida, os contorcionistas ganham aplausos desanimados e os trapezistas são desmerecidos por não serem tão bons quanto os do Cirque du Soleil. O circo popular brasileiro aguarda silenciosamente por sua morte, se embrenhando cada vez mais nas periferias das cidades e nos cantos escuros do país.
Proposta: Embora hoje só tenham destaque os circos de grande porte – como o já citado Cirque du Soleil –, ainda há os pequenos circos, que não conseguiram se "modernizar", mas que resistem, fazendo apresentações nas pequenas cidades do interior e bairros da periferia das grandes cidades. Nesses circos, com pequenas estruturas, as famílias ainda trabalham como antigamente, fazendo de tudo. Os espetáculos são simples. São raras as apresentações com animais, que custam caro, ou com equipamentos grandes e sofisticados. Esses pequenos circos, ainda com sentimentalismo e, certamente, um pouco de saudosismo, continuam no picadeiro, com a certeza de que fazer sorrir ainda é o melhor remédio pra não deixar a tradição acabar.
E a idéia inicial é justamente essa: filmar um dia comum em um circo popular (para não dizer em um pobre), desde quando os artistas acordam até a hora do espetáculo. Ver essa transformação de pessoa comum para um artista. Mostrar as dificuldades de manter um circo em funcionamento no século XXI; como está a situação do circo brasileiro; como é viver da arte. Além disso, filmar a platéia, a cidade – como aquelas pessoas se sentem tocadas? Quais são suas impressões? Ou até mesmo por que foram ao circo?
"Senhoras e senhores, meninada, vamos em frente, o espetáculo não pode parar!"
Estruturação: O documentário se baseará na visão do circo decadente brasileiro. Cenas como o despertar deste, maquiagem dos artistas, do próprio espetáculo e do público serão indispensáveis. A principio, não tenho vontade de colocar falas, nem entrevistar pessoas, acho que imagens e trilha sonora conseguirão transmitir a idéia. Além disso, pretendo colocar trechos retirados de outros filmes sobre o tema (como “O Circo”, de Arnaldo Jabor), para ilustrar melhor toda a problemática envolvida.
"O circo é como o trem: uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar”.
Dercy Gonçalves
2 comentários:
Oi Gui!!!
É a primeira vez que eu entro aqui, seu blog tá muito melhor que o nosso! isso é irritante...(brincadeira!)
Mas tá legal msm...é isso.
até!
Gui
foto legal de baixooo
haahahah
guii
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