Missão cumprida: Consegui terminar o filme hoje!
Fiquei na ilha de edição da 12 até as 18:30, mas consegui colocar tudo que eu queria! Legenda, agradecimentos, trilha sonora, etc. Gostei do resultado final, embora existam coisas que eu gostaria de mudar. Vou fazer isso depois do feedback da professora...
Estava com medo de não conseguir passar a decadência, mas acho que o filme deu conta do recado. Estava pensando... Quando se pensa em circo, logo vem a imagem de um palhaço. E a narração do meu filme é de um palhaço que além de parecer infeliz já foi alcoolatra e tem câncer. Isso já vai "tocar" as pessoas que assistirem. O final ficou muito "para pensar": Será que o circo vai realmente acabar?
Passei um pouco do tempo permitido (ficou com 15min), mas acho que não tem problema. Eu tinha um material muito grande mesmo (3h20min de gravação).
Números:
- 3 fitas
- 3h20min de gravação
- 7 idas ao circo
- 6 conversas com o palhaço Capotão
- 2 dias na ilha de edição
- 4 músicas
- 15min45seg de filme.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Edição
Comecei hoje a edição. Primeiro passei todas as cenas escolhidas para o pc (que bom ter feito o roteiro minutado!!!) e depois comecei. As imagens da introdução ficaram ótimas, gostei muito do resultado... a narração (que é feita pelo meu pai) também ficou legal, mas vou ver se consigo gravar de novo... Em alguns momentos o som estoura. As imagens diurnas são ótimas, a câmera grava muito bem. Consegui desenvolver "uma linha"... e percebi que esse documentário agora tinha um personagem central: o Palhaço Capotão. O filme inteiro vai ter a voz dele em off, falando sobre a vida do circo, tristezas e o pouco de público. Senti falta do que eu queria mostrar anteriormente, a decadência do circo, mas acho que ela está ali em todos os momentos, não preciso desenhar para as pessoas entenderem. Já cheguei a 6min40seg, amanhã e depois vou terminar as cenas e colocar a trilha sonora (que está sendo um saco para encontrar!).
Depois que tive que "modelar" o filme nas falas do Capotão não vai sobrar tempo para mostrar números grandes do espetáculo. O que estou pensando em fazer é em uma música de 2:31seg usar trechos pequenos, que mostrem como são os números, o público, etc. Mas ainda vou ver se essa idéia é boa com a Joana.
Vou terminar o roteiro minutado e postar aqui mais tarde.
Depois que tive que "modelar" o filme nas falas do Capotão não vai sobrar tempo para mostrar números grandes do espetáculo. O que estou pensando em fazer é em uma música de 2:31seg usar trechos pequenos, que mostrem como são os números, o público, etc. Mas ainda vou ver se essa idéia é boa com a Joana.
Vou terminar o roteiro minutado e postar aqui mais tarde.
sábado, 10 de maio de 2008
Acabei...
a decupagem! Terminei as três fitas. Somei o tempo de gravação direito: 3 horas e 20 minutos. Acho que gravei um pouco demais, né? Hahaha! Tudo bem, a maior parte é o Capotão falando, e poucas coisas vão da fala dele são de suma importância para o documentário. Acho que não vou por a decupagem aqui, não... Deu 10 páginas no Word. Vai entupir demais. Amanhã vou começar a organizar um "roteiro", já estou com idéias mais centradas e uma linha imaginada. Acho que com o material que eu tenho eu consigo fazer o que estou pensando... Mas isso é assunto pra amanhã.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Decupagem
Não pensava que esse lance de decupagem demorava tanto. Hoje (finalmente) consegui terminar a primeira fita (89min) e comecei a segunda. É chato porque várias imagens ficaram ruins (justamente por causa do automático, fica buscando o foco), mas o que estão falando é importante, por isso também estou (tentando) transcrever todo o texto. Já é uma coisa boa porque de todo jeito no filme eu vou ter que usar legenda... não dá para entender muito bem o que o locutor fala. Estou tendo também um pouco de dificuldade na hora de utilizar uma tv para fazer a decupagem. Hoje pedi a câmera emprestada de novo. Vou fazer tudo aqui na tv de casa. Só vou usar o estúdio para editar... (e para isso eu já reservei minha data)
Fora isso andei pesquisando um pouco mais de música, estou um pouco insatisfeito com o que tenho... peguei a trilha sonora do filme O Piano e do Cold Mountain. É legal. Agora tenho que ver se rola... Mas é como a própria profa. Joana disse, a trilha sonora é a última coisa que se vê. Tenho que me preocupar com outras coisas agora.
Fora isso andei pesquisando um pouco mais de música, estou um pouco insatisfeito com o que tenho... peguei a trilha sonora do filme O Piano e do Cold Mountain. É legal. Agora tenho que ver se rola... Mas é como a própria profa. Joana disse, a trilha sonora é a última coisa que se vê. Tenho que me preocupar com outras coisas agora.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Voltei
Pois é. Tô aqui de novo! Fico pensando em como vou fazer a edição (nasce de sete meses!)... No final da aula de hoje comecei a fazer a decupagem... já descrevi 20 minutos da primeira fita! Avanços!! As imagens do circo (da apresentação) estão me dando um trabalhão danado, acho que agora consegui escolher as 25 fotos:
Também estou pensando na narração. Não sei ainda quem vai fazer... quero um homem mais velho, até pensei em pedir para o meu avô. Quanto à trilha sonora, já escolhi músicas de Hoje é dia de Maria - Primeira Jornada, Eudóxia de Barros (piano) e da trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.
Também estou pensando na narração. Não sei ainda quem vai fazer... quero um homem mais velho, até pensei em pedir para o meu avô. Quanto à trilha sonora, já escolhi músicas de Hoje é dia de Maria - Primeira Jornada, Eudóxia de Barros (piano) e da trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Fim das gravações (espero!)
Voltei pra sessão das 20:30. Como já tinha dito, estava com um pouco de receio de filmar de novo... mas correu tudo bem. Entrei para platéia antes do público e sentei na primeira fileira. Queria pegar closes da cara dos artistas. Acho que consegui o que eu queria... o problema dessa câmeras é a bateria, é um saco, acaba toda hora. O espetáculo dura quase duas horas, tive que ficar ligando e desligando a câmera toda hora - ainda bem que já sabia o que queria gravar. Peguei também algumas cenas da platéia, para fazer transição de cena na edição.
As gravações foram muito legais. Gostei muito dessa experiência... É completamente diferente, você está lá sozinho e tem que se virar, só tem essa hora! É aquela coisa: "é agora ou nunca". Cheguei em casa e fui assistir um pedaço da gravação. Gostei bastante do resultado. Um dos problemas que eu notei assistindo é a falta de qualidade das cenas noturnas. E isso pode ser muito ruim, ainda mais porque a MAIORIA das cenas são noturnas... a imagem ficou um pouco granulada (não completamente, pois o dB estava zerado -> é assim que fala?)
Começo já nessa semana a parte mais difícil: a edição. Vou passar bastante tempo escolhendo as melhores cenas das três fitas (mais ou menos 2hrs e 50min de gravação). Coragem!
As gravações foram muito legais. Gostei muito dessa experiência... É completamente diferente, você está lá sozinho e tem que se virar, só tem essa hora! É aquela coisa: "é agora ou nunca". Cheguei em casa e fui assistir um pedaço da gravação. Gostei bastante do resultado. Um dos problemas que eu notei assistindo é a falta de qualidade das cenas noturnas. E isso pode ser muito ruim, ainda mais porque a MAIORIA das cenas são noturnas... a imagem ficou um pouco granulada (não completamente, pois o dB estava zerado -> é assim que fala?)
Começo já nessa semana a parte mais difícil: a edição. Vou passar bastante tempo escolhendo as melhores cenas das três fitas (mais ou menos 2hrs e 50min de gravação). Coragem!
domingo, 4 de maio de 2008
O segundo dia!
Cheguei agora em casa. Tive um dia intenso no circo (risos!) Acordei e já fui direto para lá, precisava fazer todas as cenas "diurnas". O tempo hoje estava ótimo, consegui gravar sem maiores problemas. Resolvi conversar de novo com o Capotão. Elaborei umas perguntas (umas três) e queria que ele respondesse, bem num estilo "bate-bola", para colocar depois só a voz no documentário. Fui usar o microfone. PRA QUE? A gente nunca tinha tido aula com o microfone, então eu tinha noções muito básicas... mas beleza, perdi dois minutos da entrevista porque o aparelho estava desligado e quando o mic está conectado o som não capta. Fiquei um pouco bravo, mas é a vida, né? Ele também não tinha falado nada de tão primordial.
Fui almoçar e voltei ás 16hrs. Marquei essa hora para filmar o Capotão se maquiando. Cheguei lá e ele estava dormindo, hahaha. O espetáculo já tinha começado e ele continuava dormindo! Entrei, com um pouco de receio, em seu trailler e resolvi acordá-lo (olha isso!). Ainda bem que ele acordou de bom humor! Gravei ele se maquiando... queria que ele não falasse enquanto se pintava, mas não deu muito certo, ele fala toda hora. Depois filmei de novo a cena dele (no espetáculo das 16hrs). É estranho, me sinto amigo dele há anos! Ele é irmão do dono do circo (Beto Pinheiro) e está diretamente relacionado com a trajetória do circo. É muito espontâneo, uma ótima pessoa para ser entrevistada. O que ele sabe de mim: que meu nome é Guilherme (se lembre por causa do Guilherme e Santiago) e que estudo jornalismo... e ele me contou um monte de coisas da vida dele! Não é sempre que se encontram pessoas assim!
Quando já estava indo embora ele me chamou: "Olha, já que esse documentário vai demorar um pouco para sair, não esquece de colocar bem aquela parte". Eu: "Que parte?" A câmera estava no tripé ainda, mas o tripé estava fechado. Apertei o rec e continuei com o tripé na mão. Ele: "Aquela parte dos salários, da situação em que vivemos..." E disso se seguiu um discurso sobre aposentadoria, salário e "malandragens". A gravação ficou uma bosta, mas o importante é que ficou gravado.
Vou voltar lá agora para gravar o espetáculo (de novo) com closes. É a última vez que vou lá... tô com medo que o pessoal me coloque para fora... fiquei o feriado inteiro rondando o circo! Também tenho um pouco de medo por causa da câmera. Mas não acho que eles iriam fazer qualquer coisa... o pessoal de lá é muito honesto e apaixonado por aquilo que faz.
Nem posso ver o trabalho que essas três fitas (sim, gravei três fitas!) vão dar na hora de editar o filme... Por enquanto me sinto contente com o resultado das gravações.
Fui almoçar e voltei ás 16hrs. Marquei essa hora para filmar o Capotão se maquiando. Cheguei lá e ele estava dormindo, hahaha. O espetáculo já tinha começado e ele continuava dormindo! Entrei, com um pouco de receio, em seu trailler e resolvi acordá-lo (olha isso!). Ainda bem que ele acordou de bom humor! Gravei ele se maquiando... queria que ele não falasse enquanto se pintava, mas não deu muito certo, ele fala toda hora. Depois filmei de novo a cena dele (no espetáculo das 16hrs). É estranho, me sinto amigo dele há anos! Ele é irmão do dono do circo (Beto Pinheiro) e está diretamente relacionado com a trajetória do circo. É muito espontâneo, uma ótima pessoa para ser entrevistada. O que ele sabe de mim: que meu nome é Guilherme (se lembre por causa do Guilherme e Santiago) e que estudo jornalismo... e ele me contou um monte de coisas da vida dele! Não é sempre que se encontram pessoas assim!
Quando já estava indo embora ele me chamou: "Olha, já que esse documentário vai demorar um pouco para sair, não esquece de colocar bem aquela parte". Eu: "Que parte?" A câmera estava no tripé ainda, mas o tripé estava fechado. Apertei o rec e continuei com o tripé na mão. Ele: "Aquela parte dos salários, da situação em que vivemos..." E disso se seguiu um discurso sobre aposentadoria, salário e "malandragens". A gravação ficou uma bosta, mas o importante é que ficou gravado.
Vou voltar lá agora para gravar o espetáculo (de novo) com closes. É a última vez que vou lá... tô com medo que o pessoal me coloque para fora... fiquei o feriado inteiro rondando o circo! Também tenho um pouco de medo por causa da câmera. Mas não acho que eles iriam fazer qualquer coisa... o pessoal de lá é muito honesto e apaixonado por aquilo que faz.
Nem posso ver o trabalho que essas três fitas (sim, gravei três fitas!) vão dar na hora de editar o filme... Por enquanto me sinto contente com o resultado das gravações.
sábado, 3 de maio de 2008
Gravação
Voltei pro Circo ás 15hrs... queria chegar a tempo de filmar o Capotão se maquiando mas não deu certo (acho que vou deixar pra amanhã). Assisti o espetáculo das 16:00 e fiz mais algumas anotações sobre as posições e tal. Gravei o espetáculo das 20:30. O homem da porta aceitou a carta da Joana e disse que estava tudo liberado, só não podia entrar no picadeiro. Filmei de cima da ponte, do bar, da bilheteria, etc. Tentei fazer tudo o mais rápido possível. Inclusive em algumas cenas não deu certo de deixar no "manual", eu tinha que ir muito rápido e não dava muito tempo para ficar batendo branco, ajustando o foco, etc. Cosegui gravar grande parte do espetáculo. A fita chegou as 44 min. A bateria (mais uma vez) foi um problema. Acabou bem na cena final! Não sei ainda como vou resolver esse problema. Tenho que ver ainda se a gravação ficou boa... Vou lá dar uma olhada!
O Palhaço Capotão
Hoje o dia amanheceu nublado. Fiquei meio desanimado... só faltava o mundo acabar pra eu não gravar esse circo (exagero!). Resolvi não ficar em casa dormindo, mas sim ir ao circo e levar a câmera, o máximo que poderia acontecer era eu voltar para casa sem nada. Cheguei e resolvi fazer a segunda cena (de cima da ponte). Ficou muito ruim, tava meio com medo de chegar alguém e pedir para eu sair... Desci para conversar com alguém, para explicar o que eu tava fazendo, né. Mandaram eu falar com o Capotão. E qual não foi minha surpresa quando o Capotão me convidou para bater um papo em seu trailer?
Ok. Eu não queria fala, nem entrevista no filme, mas uma oportunidade dessas não se jogava fora. Ele é irmão do dono do circo, é o palhaço mais velho da trupe... devia ter muitas histórias para contar. Chegando em seu humilde trailer, ficamos em uma sala de estar, sentados em um sofá vermelho. Perguntei se poderia gravar e ele respondeu que claro. Nessa hora eu tava meio nervoso... QUE PERGUNTA VOU FAZER? Ficou aquele silêncio. Eu: "Então... você sempre trabalhou em circo?". Foi apenas uma pergunta. Ele falou mais de uma hora e meia! O pior é que não eram coisas assim, sobre o circo, era mais sobre a vida dele... tipo uma versão masculina da Estamira (hahah)! Falou de brigas, de problemas pessoais, da família... senti falta de matéria para por no documentário, mas saí de lá com a certeza de ter tido uma aula sobre "a vida". Ele falou muito sobre espiritismo, sobre perdoar as pessoas e sobre a origem da vida. Eu não tinha como retomar e fazer perguntas, resolvi deixá-lo contar. No fundo, percebi que ele era uma pessoa muito carente, que já sofreu demais...
A parte mais legal foi quando ele cantou uma música - do cd que ele vai lançar. Queria MUITO ter gravado... mas nessa hora a bateria já tinha acabado há uma hora! Combinei com ele que voltaria mais tarde... dessa vez vou dosar a câmera, e só gravar os momentos mais "necessários" (só preciso aprender quando eles vêm!).
Ok. Eu não queria fala, nem entrevista no filme, mas uma oportunidade dessas não se jogava fora. Ele é irmão do dono do circo, é o palhaço mais velho da trupe... devia ter muitas histórias para contar. Chegando em seu humilde trailer, ficamos em uma sala de estar, sentados em um sofá vermelho. Perguntei se poderia gravar e ele respondeu que claro. Nessa hora eu tava meio nervoso... QUE PERGUNTA VOU FAZER? Ficou aquele silêncio. Eu: "Então... você sempre trabalhou em circo?". Foi apenas uma pergunta. Ele falou mais de uma hora e meia! O pior é que não eram coisas assim, sobre o circo, era mais sobre a vida dele... tipo uma versão masculina da Estamira (hahah)! Falou de brigas, de problemas pessoais, da família... senti falta de matéria para por no documentário, mas saí de lá com a certeza de ter tido uma aula sobre "a vida". Ele falou muito sobre espiritismo, sobre perdoar as pessoas e sobre a origem da vida. Eu não tinha como retomar e fazer perguntas, resolvi deixá-lo contar. No fundo, percebi que ele era uma pessoa muito carente, que já sofreu demais...
A parte mais legal foi quando ele cantou uma música - do cd que ele vai lançar. Queria MUITO ter gravado... mas nessa hora a bateria já tinha acabado há uma hora! Combinei com ele que voltaria mais tarde... dessa vez vou dosar a câmera, e só gravar os momentos mais "necessários" (só preciso aprender quando eles vêm!).
Novos ídolos
Já escolhi algumas das fotos dos "novos ídolos do tempo"... no filme original, do Jabor, a primeira imagem é de Brigitte Bardot. No meu vai ser a Nicole Kidman (também, né?!) Peguei algumas imagens de propaganda (Armani e Dolce and Gabbana), mas a maioria é de filmes e cantores...


















sexta-feira, 2 de maio de 2008
Problemas
Pois é. Não basta só estar com a câmera e todo o roteiro pronto. Existem algumas forças maiores que precisam estar em sintonia para que tudo de certo. Quinta fui ao Circo, dar uma última olhada e conversar com o diretor para marcar o horário da filmagem... Quando eu tinha telefonado (há umas duas semanas) me disseram que bastava marcar um horário... Acontece que a pessoa com quem falei anteontem disse que liberava a gravação com um ofício. Não acreditava que tinha esquecido de pedir uma autorização da faculdade! Fui muito burro! Cheguei em casa e mandei um email meio desesperado pra profa. Joana. Resolvemos assim: ela escreveu uma carta, falando sobre o curso e tal e que depois eu levaria um ofício da faculdade... Acho que esse problema foi resolvido.
Mas não! Tem um segundo problema, haha! A CHUVA! Hoje choveu o dia inteiro, não deu pra gravar nada! Amanhã, com chuva ou não, eu vou gravar. Se estiver acontecendo um dilúvio tudo bem, eu "incorporo" o dilúvio no contexto do documentário, haha! Algumas cenas (como por exemplo o amanhecer atrás do circo) sairiam bem diferentes, mas fazer o que? Não é uma escolha minha essa chuva! Pensamento positivo que tudo dá certo!
Mas não! Tem um segundo problema, haha! A CHUVA! Hoje choveu o dia inteiro, não deu pra gravar nada! Amanhã, com chuva ou não, eu vou gravar. Se estiver acontecendo um dilúvio tudo bem, eu "incorporo" o dilúvio no contexto do documentário, haha! Algumas cenas (como por exemplo o amanhecer atrás do circo) sairiam bem diferentes, mas fazer o que? Não é uma escolha minha essa chuva! Pensamento positivo que tudo dá certo!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Trilha Sonora
Andei pensando no que vou fazer com o áudio... As câmeras não pegam muito bem o som ambiente, então seria uma boa idéia ter uma trilha sonora. Para as cenas exteriores vou utilizar músicas da trilha sonora de Hoje é dia de Maria - Primeira Jornada. São músicas instrumentais e bastante "melancólicas". Acho que cabe perfeitamente, mas isso só poderei ter certeza quando estiver fazendo a montagem. Quanto às cenas do espetáculo, acho que vou deixá-las com o som ambiente mesmo, não vejo muito sentido em tirar o som, descontextualizaria demais a apresentação.
Roteiro
Como diria a profa. Joana, esse seria o meu filme "dos sonhos", haha... Vamos ver se consigo filmá-lo:
CENA 1: INTRODUÇÃO → baseada no filme “O Circo”, de Arnaldo Jabor.
1. Apresentação [Imagens do Computador]
Enquanto o narrador fala, 25 imagens da história do circo aparecerão.
NARRADOR [em off] Os artistas populares estão nas praças, nas feiras, nos circos há milhares de anos. Travam com o povo seu diálogo mais profundo, porque é o povo falando consigo mesmo. No século retrasado, o circo tornou-se o maior espetáculo da terra... Mas veio o cinema, a televisão, e a comunicação com as massas virou indústria pesada. Hoje, os circos aguardam a nova morte, talvez definitiva. Retiraram-se as suas origens, vivem nos subúrbios e nos cantos escuros do país, porque as grandes luzes da cidade são hoje para os novos ídolos do tempo.
2. Novos Ídolos do Tempo [Imagens do Computador]
Seqüência de imagens de televisão, cinema, propagandas em geral que ilustrem quem são as pessoas da mídia nos dias de hoje.
Fade-out para tela preta.
Fade-in (continua na tela preta): O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA
CENA 2: O CIRCO DI NAPOLI
1. O Circo [Ext./Amanhecendo] – Em cima da ponte. TRIPÉ.
Amanhece. O sol nasce atrás do circo.
Fade-in: CAMPINAS, 2008.
2. O Circo [Ext./Manhã] - Na frente do circo. TRIPÉ.
Apresentação do circo. A câmera mostra a entrada, a bilheteria.
3. Trailers [Ext./Manhã] – Lado direito da entrada. NA MÃO.
Aonde os artistas dormem. Filmar o ônibus e os trailers. A janela dos trailers... um varal improvisado, etc.
4. Circo e Trailers [Ext./Manhã] – Patamar atrás do circo. TRIPÉ.
Visão ampla da área ocupada pelo circo. Se possível algum zoom nas barracas.
CENA 3: VOU CONSEGUIR GRAVAR O DIA-A-DIA?
CENA 4: MOMENTOS ANTES DO ESPETÁCULO
1. O Circo [Ext./Noite] – Em algum lugar com uma visão boa da frente do circo. TRIPÉ.
Uma visão do circo na hora do espetáculo. As luzes em volta piscam, chamando a atenção para a atração.
Obs.: Horário bom para essa cena → 19:30.
2. A Bilheteria [Ext./Noite] – De costas para o circo. TRIPÉ.
As pessoas aos poucos vão chegando. As pessoas vão comprar seus ingressos... uma fila de repente se forma na bilheteria. Os palhaços (por volta de 3) tentam vender brinquedos para as crianças.
CENA 5: ENTRANDO NO UNIVERSO
1. Entrada no Circo [Int./Noite] – Filmando a entrada. TRIPÉ.
Os espectadores vão entrando. Sobem uma escadinha e passam por um corredor vermelho. Filmar simplesmente as pessoas entrando.
2. Vendedores [Int./Noite] – Canto do saguão. TRIPÉ OU NA MÃO.
Saguão onde se vende pipoca, cachorro-quente, algodão doce, refrigerante, etc. Mostrar a movimentação das pessoas.
CENA 6: ENTRADA PARA PLATÉIA
1. O Chão [Int./Noite] – Câmera próxima ao chão.
Mostrar as condições do lugar: o chão esburacado, com água e lama por onde as pessoas passam. As pessoas vão entrando e a única coisa que se vê são seus pés.
2. Platéia [Int./Noite] – Câmera perto do picadeiro, virada para platéia. TRIPÉ.
As pessoas vão se sentando.
CENA 7: NOS BASTIDORES
1. Preparação [Int./Noite]
Dentro de um camarim, filmar um ou mais palhaços/artistas (?) se maquiando, preparando para o espetáculo...
CENA 8: ANTES DO ESPETÁCULO
1. Platéia [Int./Noite] – Perto do picadeiro. TRIPÉ.
Visão da platéia (se possível de todas). Mostrar as (poucas) pessoas presentes.
CENA 9: O ESPETÁCULO
1. Abertura [Int./Noite] – Próxima à mesa de som (central). TRIPÉ.
Começa o espetáculo. Entra o locutor e em seguida começa a grande abertura. Mostrar o erotismo presente nos figurinos; a precariedade da coreografia.
2. Seqüência de partes do espetáculo [Int./Noite] – Ângulos diferentes: lado esquerdo, direto e central. TRIPÉ.
Uma noção geral do espetáculo; pequenas cenas de cada número – escolher alguns em especial. Principalmente aqueles que mostrem o “exagero” do locutor. Exemplo: O MELHOR MALABARISTA DA AMÉRICA LATINA, etc.
CENA 10: FINAL
1. Platéia [Int./Noite] – Lado direito, câmera virada para a saída da platéia. TRIPÉ.
As pessoas vão esvaziando a platéia, os artistas desmontam o picadeiro. Aos poucos o local vai ficando vazio. Narração (em off) sobre o papel do circo; do final do circo; alguma coisa que comprove tudo aquilo que acabamos de ver. → ESCOLHER TEXTO.
2. Do lado de fora [Ext./Noite] – Em cima da ponte. TRIPÉ.
As luzes piscantes do circo se apagam.
3. Final [Int./Noite] – Visão central. TRIPÉ.
Os artistas vão deixando o picadeiro. O filme termina quando o picadeiro está completamente vazio.
Fade-out para tela preta.
Fade-in: "O circo é como o trem: uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar”.
Dercy Gonçalves
Fade-out para tela preta.
Fade-in: FIM.
CENA 1: INTRODUÇÃO → baseada no filme “O Circo”, de Arnaldo Jabor.
1. Apresentação [Imagens do Computador]
Enquanto o narrador fala, 25 imagens da história do circo aparecerão.
NARRADOR [em off] Os artistas populares estão nas praças, nas feiras, nos circos há milhares de anos. Travam com o povo seu diálogo mais profundo, porque é o povo falando consigo mesmo. No século retrasado, o circo tornou-se o maior espetáculo da terra... Mas veio o cinema, a televisão, e a comunicação com as massas virou indústria pesada. Hoje, os circos aguardam a nova morte, talvez definitiva. Retiraram-se as suas origens, vivem nos subúrbios e nos cantos escuros do país, porque as grandes luzes da cidade são hoje para os novos ídolos do tempo.
2. Novos Ídolos do Tempo [Imagens do Computador]
Seqüência de imagens de televisão, cinema, propagandas em geral que ilustrem quem são as pessoas da mídia nos dias de hoje.
Fade-out para tela preta.
Fade-in (continua na tela preta): O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA
CENA 2: O CIRCO DI NAPOLI
1. O Circo [Ext./Amanhecendo] – Em cima da ponte. TRIPÉ.
Amanhece. O sol nasce atrás do circo.
Fade-in: CAMPINAS, 2008.
2. O Circo [Ext./Manhã] - Na frente do circo. TRIPÉ.
Apresentação do circo. A câmera mostra a entrada, a bilheteria.
3. Trailers [Ext./Manhã] – Lado direito da entrada. NA MÃO.
Aonde os artistas dormem. Filmar o ônibus e os trailers. A janela dos trailers... um varal improvisado, etc.
4. Circo e Trailers [Ext./Manhã] – Patamar atrás do circo. TRIPÉ.
Visão ampla da área ocupada pelo circo. Se possível algum zoom nas barracas.
CENA 3: VOU CONSEGUIR GRAVAR O DIA-A-DIA?
CENA 4: MOMENTOS ANTES DO ESPETÁCULO
1. O Circo [Ext./Noite] – Em algum lugar com uma visão boa da frente do circo. TRIPÉ.
Uma visão do circo na hora do espetáculo. As luzes em volta piscam, chamando a atenção para a atração.
Obs.: Horário bom para essa cena → 19:30.
2. A Bilheteria [Ext./Noite] – De costas para o circo. TRIPÉ.
As pessoas aos poucos vão chegando. As pessoas vão comprar seus ingressos... uma fila de repente se forma na bilheteria. Os palhaços (por volta de 3) tentam vender brinquedos para as crianças.
CENA 5: ENTRANDO NO UNIVERSO
1. Entrada no Circo [Int./Noite] – Filmando a entrada. TRIPÉ.
Os espectadores vão entrando. Sobem uma escadinha e passam por um corredor vermelho. Filmar simplesmente as pessoas entrando.
2. Vendedores [Int./Noite] – Canto do saguão. TRIPÉ OU NA MÃO.
Saguão onde se vende pipoca, cachorro-quente, algodão doce, refrigerante, etc. Mostrar a movimentação das pessoas.
CENA 6: ENTRADA PARA PLATÉIA
1. O Chão [Int./Noite] – Câmera próxima ao chão.
Mostrar as condições do lugar: o chão esburacado, com água e lama por onde as pessoas passam. As pessoas vão entrando e a única coisa que se vê são seus pés.
2. Platéia [Int./Noite] – Câmera perto do picadeiro, virada para platéia. TRIPÉ.
As pessoas vão se sentando.
CENA 7: NOS BASTIDORES
1. Preparação [Int./Noite]
Dentro de um camarim, filmar um ou mais palhaços/artistas (?) se maquiando, preparando para o espetáculo...
CENA 8: ANTES DO ESPETÁCULO
1. Platéia [Int./Noite] – Perto do picadeiro. TRIPÉ.
Visão da platéia (se possível de todas). Mostrar as (poucas) pessoas presentes.
CENA 9: O ESPETÁCULO
1. Abertura [Int./Noite] – Próxima à mesa de som (central). TRIPÉ.
Começa o espetáculo. Entra o locutor e em seguida começa a grande abertura. Mostrar o erotismo presente nos figurinos; a precariedade da coreografia.
2. Seqüência de partes do espetáculo [Int./Noite] – Ângulos diferentes: lado esquerdo, direto e central. TRIPÉ.
Uma noção geral do espetáculo; pequenas cenas de cada número – escolher alguns em especial. Principalmente aqueles que mostrem o “exagero” do locutor. Exemplo: O MELHOR MALABARISTA DA AMÉRICA LATINA, etc.
CENA 10: FINAL
1. Platéia [Int./Noite] – Lado direito, câmera virada para a saída da platéia. TRIPÉ.
As pessoas vão esvaziando a platéia, os artistas desmontam o picadeiro. Aos poucos o local vai ficando vazio. Narração (em off) sobre o papel do circo; do final do circo; alguma coisa que comprove tudo aquilo que acabamos de ver. → ESCOLHER TEXTO.
2. Do lado de fora [Ext./Noite] – Em cima da ponte. TRIPÉ.
As luzes piscantes do circo se apagam.
3. Final [Int./Noite] – Visão central. TRIPÉ.
Os artistas vão deixando o picadeiro. O filme termina quando o picadeiro está completamente vazio.
Fade-out para tela preta.
Fade-in: "O circo é como o trem: uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar”.
Dercy Gonçalves
Fade-out para tela preta.
Fade-in: FIM.
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