Cheguei agora em casa. Tive um dia intenso no circo (risos!) Acordei e já fui direto para lá, precisava fazer todas as cenas "diurnas". O tempo hoje estava ótimo, consegui gravar sem maiores problemas. Resolvi conversar de novo com o Capotão. Elaborei umas perguntas (umas três) e queria que ele respondesse, bem num estilo "bate-bola", para colocar depois só a voz no documentário. Fui usar o microfone. PRA QUE? A gente nunca tinha tido aula com o microfone, então eu tinha noções muito básicas... mas beleza, perdi dois minutos da entrevista porque o aparelho estava desligado e quando o mic está conectado o som não capta. Fiquei um pouco bravo, mas é a vida, né? Ele também não tinha falado nada de tão primordial.
Fui almoçar e voltei ás 16hrs. Marquei essa hora para filmar o Capotão se maquiando. Cheguei lá e ele estava dormindo, hahaha. O espetáculo já tinha começado e ele continuava dormindo! Entrei, com um pouco de receio, em seu trailler e resolvi acordá-lo (olha isso!). Ainda bem que ele acordou de bom humor! Gravei ele se maquiando... queria que ele não falasse enquanto se pintava, mas não deu muito certo, ele fala toda hora. Depois filmei de novo a cena dele (no espetáculo das 16hrs). É estranho, me sinto amigo dele há anos! Ele é irmão do dono do circo (Beto Pinheiro) e está diretamente relacionado com a trajetória do circo. É muito espontâneo, uma ótima pessoa para ser entrevistada. O que ele sabe de mim: que meu nome é Guilherme (se lembre por causa do Guilherme e Santiago) e que estudo jornalismo... e ele me contou um monte de coisas da vida dele! Não é sempre que se encontram pessoas assim!
Quando já estava indo embora ele me chamou: "Olha, já que esse documentário vai demorar um pouco para sair, não esquece de colocar bem aquela parte". Eu: "Que parte?" A câmera estava no tripé ainda, mas o tripé estava fechado. Apertei o rec e continuei com o tripé na mão. Ele: "Aquela parte dos salários, da situação em que vivemos..." E disso se seguiu um discurso sobre aposentadoria, salário e "malandragens". A gravação ficou uma bosta, mas o importante é que ficou gravado.
Vou voltar lá agora para gravar o espetáculo (de novo) com closes. É a última vez que vou lá... tô com medo que o pessoal me coloque para fora... fiquei o feriado inteiro rondando o circo! Também tenho um pouco de medo por causa da câmera. Mas não acho que eles iriam fazer qualquer coisa... o pessoal de lá é muito honesto e apaixonado por aquilo que faz.
Nem posso ver o trabalho que essas três fitas (sim, gravei três fitas!) vão dar na hora de editar o filme... Por enquanto me sinto contente com o resultado das gravações.
domingo, 4 de maio de 2008
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